Operação “Haras do Crime” mira quadrilha que furtava petróleo de oleodutos da Transpetro em seis estados

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 9 meses ago

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22), a operação “Haras do Crime”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no furto de petróleo por meio de perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro. A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e ocorre de forma simultânea nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

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A ofensiva conta com o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro, do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Polícia Civil de São Paulo. Até o momento, sete integrantes do grupo criminoso foram presos, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, a organização possuía uma estrutura bem definida, com divisão de funções, hierarquia interna e atuação interestadual. O esquema criminoso envolvia a perfuração ilegal de oleodutos, a proteção armada dos pontos de extração e o carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque. O material furtado era então transportado por diferentes rotas e comercializado com o uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada.

A apuração também revelou tentativas recorrentes de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados no crime. De acordo com a Polícia Civil, o núcleo operacional do grupo funcionava em uma fazenda localizada em Guapimirim, na Baixada Fluminense, região por onde passa um trecho do oleoduto. O local pertence a uma família ligada à contravenção, o que dificultava a fiscalização e facilitava a atuação criminosa.

Após meses de trabalho de inteligência, com análise de documentos, coleta de depoimentos e apreensão de provas materiais, os investigadores conseguiram identificar os responsáveis pelo esquema. Conforme informado pela polícia, vários dos suspeitos já respondem a outros processos judiciais.

Além do prejuízo econômico, a Polícia Civil destacou que o furto de petróleo representa um grave risco ambiental e à segurança pública. Perfurações clandestinas em oleodutos podem provocar vazamentos de grandes proporções, contaminação de rios e mananciais, além de colocar em risco comunidades inteiras que vivem próximas às áreas afetadas.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

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