A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Esculápio para apurar suspeitas de desvio de R$ 10 milhões em recursos públicos federais destinados à saúde de São Gonçalo. A ação ocorreu na manhã dessa quinta-feira (8), e também se estendeu a Cabo Frio, mirando uma Organização Social de Saúde (OSS) que mantém contrato com a Prefeitura desde 2016.
Com a participação de aproximadamente 70 policiais federais e 15 auditores da CGU, a operação cumpre 15 mandados de busca e apreensão em diversos municípios, incluindo Niterói, São Gonçalo, Rio de Janeiro, Cabo Frio, Sorocaba e Santos. Os alvos são pessoas físicas e jurídicas ligadas à OSS sob investigação.
A apuração destaca indícios de fraude e superfaturamento na contratação de empresas para o fornecimento de médicos e serviços de exames laboratoriais. A atenção se volta para possíveis irregularidades na contratação de médicos, com subcontratação de empresas vinculadas aos secretários de saúde locais, levantando suspeitas de fornecimento de “médicos fantasmas”.
A CGU estima um superfaturamento mensal de R$ 300 mil, totalizando um prejuízo superior a R$ 10 milhões desde 2020. A OSS, responsável pela gestão de três unidades de saúde em São Gonçalo, pagou cerca de R$ 70 milhões a empresas subcontratadas ligadas aos gestores públicos.
Os crimes sob investigação incluem organização criminosa, peculato-desvio e lavagem de dinheiro. A operação está em curso, e novas diligências não estão descartadas. O objetivo é identificar todos os envolvidos nas irregularidades e recuperar os recursos desviados.
