Operação do MPRJ prende quatro por bingo clandestino ligado a Rogério Andrade após revelações de Ronnie Lessa

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 8 meses ago

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Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (11) durante uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra administradores de bingos clandestinos ligados ao bicheiro Rogério Andrade. Ao todo, seis pessoas foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por organização criminosa.

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Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Taquara, nas zonas Oeste e Sudoeste da capital. Os denunciados são apontados como responsáveis pela administração do bingo clandestino Espaço Classe A Recreio.

De acordo com as investigações, Ana Paula Alexandre Novello e Francesco Novello Neto atuavam como administradores do local. Também foram denunciados o gerente Thiago Perdomo Magalhães, conhecido como “Batata”, o supervisor Marconi da Silva Borba, além de Rui Orlando Monteiro e Roberto Nogueira Figueiredo.

Um dos áudios obtidos durante a apuração mostra um dos investigados orientando sobre o controle de pagamento de bônus a apostadores, destacando regras e prazos para liberação dos valores.

A operação foi deflagrada um dia após a divulgação de trechos do depoimento do ex-policial militar Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Em interrogatório prestado por videoconferência, Lessa afirmou que manteve sociedade em negócios ilegais com Rogério Andrade e descreveu a estrutura de funcionamento de bingos clandestinos na Zona Oeste.

Segundo o relato, a abertura de casas de jogos ilegais dependeria de autorização de grupos que controlam determinadas áreas, além de acertos com agentes públicos. Parte dessas declarações já havia sido alvo de investigações anteriores, como a Operação Calígula, que apurou a atuação de uma rede de jogos ilegais no estado.

O Ministério Público sustenta que o grupo investigado movimentava alto volume de dinheiro diariamente, causando prejuízos financeiros a frequentadores e alimentando a estrutura do jogo ilegal no Rio de Janeiro.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 8 meses ago

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