Operação Caminhos do Cobre avança na Região dos Lagos e mira esquema de R$ 2,5 bilhões em comércio ilegal de metais

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), deflagrou nesta quarta-feira (18) mais uma etapa da segunda fase da Operação Caminhos do Cobre, voltada ao combate à receptação de metais furtados e à lavagem de dinheiro. A ação atinge diversas regiões do estado, incluindo a Região dos Lagos, além da capital e da Baixada Fluminense.

As investigações revelam que o grupo criminoso sob apuração teria movimentado mais de R$ 2,5 bilhões por meio de pessoas físicas e jurídicas interligadas. As operações eram coordenadas para dar aparência legal à venda de cobre e outros metais obtidos de forma ilícita, principalmente cabos furtados de concessionárias de serviços públicos.

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Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em recicladoras de grande porte, residências de sócios e operadores financeiros, além de estruturas logísticas ligadas à organização. A polícia apreendeu documentos, celulares, veículos e bens de alto valor, em uma tentativa de asfixiar financeiramente o esquema.

Parte das empresas investigadas possui registro formal e opera de forma híbrida, conciliando atividades regulares com a receptação de produtos furtados. Algumas atuam como empresas de fachada, sem funcionários nem compatibilidade fiscal com o ramo declarado, servindo apenas para mascarar transações ilegais.

De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, o diferencial da operação está em atacar toda a cadeia criminosa, da execução do furto à lavagem de dinheiro. “O combate à lavagem é essencial para enfraquecer financeiramente essas organizações”, afirmou.

Desde o início da operação, em setembro de 2024, foram fiscalizados mais de 260 estabelecimentos, com 90 prisões em flagrante e a apreensão de 250 toneladas de fios de cobre e materiais pertencentes a empresas de energia e telefonia. A Justiça também autorizou o sequestro de bens de luxo vinculados ao grupo, como imóveis, cavalos de raça e veículos de alto padrão.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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