Uma mulher apontada pela polícia como uma das principais combatentes do Comando Vermelho (CV) morreu durante o confronto entre forças de segurança e traficantes nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28).
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Conhecida pelos apelidos Penélope, Japinha e também chamada de “musa do crime”, ela foi atingida por um disparo de fuzil no rosto durante o intenso tiroteio que marcou a operação — considerada a mais letal da história do estado.
De acordo com a polícia, Penélope era figura de confiança de chefes locais e atuava na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos estratégicos de venda de drogas. No momento do confronto, vestia roupa camuflada e colete tático com compartimentos para carregadores de fuzil.
O corpo da traficante foi encontrado próximo a um dos acessos principais da comunidade, após horas de troca de tiros. Segundo relatos de policiais que participaram da ação, ela resistiu à abordagem e atirou contra os agentes, sendo então atingida fatalmente.
A morte de Penélope ocorreu durante a megaoperação que mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil, Militar e de unidades especiais, com o objetivo de conter o avanço territorial do Comando Vermelho e desarticular sua base logística na região.
A operação deixou mais de 60 mortos e 80 presos, incluindo lideranças ligadas ao tráfico em diferentes comunidades do Rio e de cidades da Região dos Lagos.
