Mulher presa é acusada de ser mandante de assassinato de advogado e vereador em operação policial em Maricá

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 3 anos ago

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Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público na manhã desta quinta-feira (24), resultou na prisão de uma mulher apontada como mandante do assassinato do advogado Thiago Marins e seu pai, o vereador Ismael Breve, em Maricá. A prisão ocorreu em um condomínio de luxo no bairro de São José.

Após quatro anos de investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), a justiça emitiu pedidos de prisão relacionados a quatro homicídios ocorridos em 2019 na cidade. Entre os alvos estava Vanessa da Matta Andrade, conhecida como Vanessa Alicate, de 42 anos.

De acordo com as autoridades judiciais, Vanessa é coautora do assassinato que vitimou pai e filho em agosto de 2019, no bairro de Zacarias, na Região Litorânea de Maricá. Investigações apontam que ela era ex-companheira de Thiago e, na época, os dois enfrentavam conflitos familiares e financeiros.

Movida por raiva e desejo de vingança, Vanessa Alicate buscou a ajuda de Rodrigo José Barbosa da Silva, também conhecido como Rodrigo Negão, e Davi de Souza Esteves, apelidado de sub Davi, para encomendar o assassinato de seu ex-companheiro, então com 31 anos.

O homicídio ocorreu na madrugada de 22 de agosto. Segundo informações, Rodrigo Negão e sub Davi entraram encapuzados na residência de Thiago por volta das 4h, arrombaram a porta do quarto e dispararam contra a vítima.

No mesmo local encontrava-se Ismael Breve, vereador de 59 anos e pai de Thiago, que, ao ouvir o tumulto, confrontou os atiradores em uma luta corporal, mas acabou sendo baleado e morto no local. A morte do parlamentar foi interpretada como uma medida para eliminar testemunha-chave do homicídio de seu filho.

Na manhã desta quinta-feira (24), Vanessa Alicate e Rodrigo Negão foram detidos por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), sendo posteriormente levados à sede da delegacia especializada em Niterói. Eles serão transferidos para o sistema prisional, onde aguardarão ações judiciais. Já Davi de Souza Esteves, o sub Davi, não foi encontrado durante a operação e é considerado foragido.

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