Mulher é internada em estado grave após usar caneta emagrecedora ilegal vinda do Paraguai

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 9 meses ago

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Uma mulher de 42 anos, moradora de Belo Horizonte, está internada em estado grave desde dezembro após apresentar complicações severas relacionadas ao uso de uma caneta emagrecedora vendida de forma ilegal. O caso acendeu um alerta sobre os riscos do uso de medicamentos sem prescrição médica e sem autorização dos órgãos reguladores.

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Segundo familiares, a auxiliar administrativa Kellen Oliveira Bretas Antunes utilizou o medicamento, adquirido de forma irregular e proveniente do Paraguai, sem orientação médica. Inicialmente, ela foi internada com fortes dores abdominais, mas o quadro evoluiu rapidamente para problemas neurológicos graves.

De acordo com a família, exames indicaram intoxicação medicamentosa. Há suspeita de que Kellen tenha desenvolvido uma síndrome neurológica que compromete a musculatura, os movimentos do corpo, a fala e o funcionamento de órgãos vitais. O medicamento utilizado não pôde ser analisado adequadamente, já que não possui registro no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que nem todas as canetas emagrecedoras são autorizadas para comercialização no país. Quando o produto não é regulamentado, não há garantias sobre a procedência, a composição nem a segurança, podendo conter substâncias diferentes das informadas no rótulo.

Especialistas reforçam que, quando prescritas por médicos, algumas canetas podem auxiliar no tratamento da obesidade, mas o uso indiscriminado e a compra por meio de revendedores não autorizados representam riscos significativos à saúde. Médicos destacam que o único meio seguro de aquisição desse tipo de medicamento é por meio de farmácias devidamente regulamentadas.

Em nota, a Anvisa informou que a fiscalização de clínicas e estabelecimentos é responsabilidade da Vigilância Sanitária municipal. A Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que realiza ações de fiscalização, podendo apreender produtos, aplicar multas e interditar locais em caso de irregularidades.

A Vigilância Sanitária também reforçou a importância de denúncias sobre venda ou aplicação irregular de medicamentos, que podem ser feitas pelos canais oficiais do município, como o telefone 156 ou o portal de serviços da prefeitura.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 9 meses ago

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