Policiais civis da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) prenderam, na manhã desta terça-feira (10/03), um professor universitário de Direito Penal acusado de abusar sexualmente de quatro menores de idade, além de produzir, registrar e armazenar vídeos e fotografias dos atos criminosos. A prisão temporária ocorreu na residência do investigado, no bairro de Grajaú, Zona Norte da capital fluminense, após cumprimento de mandado expedido pela Justiça.
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As investigações da DCAV iniciaram a partir de informações trocadas com organismos internacionais, que detectaram a produção e o armazenamento de imagens de abuso sexual infantojuvenil em dispositivos eletrônicos vinculados ao homem. Com cruzamento de dados, análise de inteligência e trabalho investigativo aprofundado, os agentes identificaram inicialmente duas vítimas — meninas de 10 e 14 anos, residentes em comunidades do Rio de Janeiro —, com fortes indícios da existência de outras duas vítimas, totalizando quatro.
O suspeito, que atua como advogado e professor universitário, também integrava o Núcleo de Prática Jurídica da instituição de ensino. Nessa função, ele tinha acesso direto a famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica assistidas por um projeto de assistência jurídica. Aproveitando a posição de confiança e autoridade, o homem aliciava as crianças e adolescentes atendidas, oferecendo pequenos benefícios — como lanches e alimentos — para criar proximidade e aparente informalidade.
As vítimas eram levadas à residência do criminoso, onde os abusos sexuais eram praticados e registrados em fotos e vídeos. Nos materiais apreendidos, o próprio investigado aparece interagindo diretamente com as menores durante os atos.
Durante as buscas na casa, os policiais localizaram também substâncias entorpecentes, que serão objeto de apuração em inquérito apartado. O mandado de prisão temporária foi cumprido pelos crimes de estupro de vulnerável e produção e posse de material contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil.
Esses delitos são hediondos e preveem penas cumulativas que podem ultrapassar décadas de reclusão em regime fechado. A Polícia Civil enfatiza a gravidade do caso, que envolve abuso de poder, exploração da vulnerabilidade socioeconômica e produção de conteúdo criminoso.
