Desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio rejeitaram, nesta quinta-feira (11), o pedido de liberdade de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam. Preso há 50 dias no Complexo Penitenciário de Gericinó, ele é réu por tentativa de homicídio qualificado contra dois agentes da Polícia Civil durante uma abordagem em sua residência, no Joá.
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A decisão, relatada pela desembargadora Márcia Perrini Bodart, destacou a gravidade das acusações, entre elas o lançamento de pedras contra os policiais durante a ação. O voto dela foi acompanhado pelos desembargadores Luiz Marcio Victor Alves Pereira e Gizelda Leitão Teixeira, presidente da câmara.
A defesa, representada pelo advogado Nilo Batista, alegou perseguição policial e ressaltou a carreira artística do cantor, que ganhou projeção nacional no trap e no funk. Os advogados afirmam que irão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Oruam foi preso após operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), em julho, que terminou em confronto e fuga de um adolescente alvo de mandado judicial. Caso condenado, o rapper pode responder por crimes como tentativa de homicídio, associação ao tráfico e resistência, com penas que podem ultrapassar 18 anos de prisão.
