Imagens exibidas pelo Fantástico mostram os momentos que antecederam o instante em que uma jovem saiu desacordada de uma montanha-russa no Hopi Hari, em Vinhedo (SP). Segundo a família, Júlia Rimoli sofreu um traumatismo cranioencefálico após andar na Montezum, uma das atrações mais conhecidas do parque. O acidente deixou a vítima com sequelas neurológicas e passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo.
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Júlia estava acompanhada do marido, João Pedro. Registros feitos pelo próprio casal mostram o momento em que os dois embarcam na montanha-russa pela primeira vez naquele dia. Apesar de apreensivos, eles fizeram o passeio sem intercorrências. No fim da tarde, o casal decidiu voltar à atração aproveitando uma promoção. As câmeras do parque registraram o momento em que os dois se sentam em um dos bancos de trás do carrinho: na subida, Júlia aparece consciente e tranquila, mas não há imagens do restante do percurso.

Cerca de dois minutos depois, o carrinho retorna à plataforma e Júlia está desacordada. Segundo o marido, ela já estava inconsciente e convulsionando no momento em que os funcionários se aproximaram. Cerca de seis minutos depois, a jovem foi retirada em uma maca e levada para atendimento médico no ambulatório do próprio parque. Em seguida, a atração voltou a funcionar normalmente.
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A vítima foi transferida para a Santa Casa de Vinhedo, onde exames apontaram uma hemorragia intracraniana e um edema cerebral, quadro que exigiu cirurgia de emergência. Ela permaneceu internada por 57 dias. De acordo com laudo médico citado pela família, o traumatismo foi provocado por um mecanismo de contragolpe durante o percurso, já que movimentos bruscos de aceleração, desaceleração e rotação podem causar rompimento de vasos sanguíneos cerebrais.
Cinco meses após o acidente, a jovem segue em processo de reabilitação. Segundo familiares, ela perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, enfrenta dificuldades de fala e já passou por sete cirurgias desde o episódio. O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do caso e determinou a realização de uma perícia na atração, procedimento que ainda está em andamento.
Procurado pela reportagem, o Hopi Hari afirmou que a Montezum possui certificação internacional emitida pelo grupo TÜV Nord e que as inspeções são feitas anualmente, seguindo rigorosamente as normas nacionais para parques de diversões. O parque destacou ainda que placas e avisos sonoros alertam sobre restrições da atração, contraindicando o uso para pessoas com problemas na coluna, gestantes e portadores de condições clínicas específicas, e citou um parecer do Ministério Público de agosto de 2026 que descarta risco coletivo na montanha-russa. Sobre o caso de Júlia, o parque afirma que a jovem recebeu pronto atendimento, que acompanhou de perto o processo de internação, custeando as despesas, e que um seguro foi franqueado à família.
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