A Justiça do Rio iniciou, na manhã desta segunda-feira (7), a audiência de instrução e julgamento de Júlia Andrade Cathermol Pimenta e Suyany Breschak, acusadas de matar o empresário Luiz Marcelo Ormond com um brigadeirão envenenado. As duas seguem presas preventivamente desde o ano passado.
O crime aconteceu em maio de 2024. Segundo as investigações, Ormond teria sido envenenado pela namorada, Júlia, com ajuda de Suyany, apontada como mentora do homicídio. O empresário foi encontrado morto no dia 20 de maio, em seu apartamento no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, mas a suspeita é de que ele tenha morrido três dias antes, após consumir a sobremesa preparada por Júlia.
O laudo da necrópsia apontou a presença de morfina e clonazepam em doses elevadas no estômago da vítima, o que, segundo a polícia, teria causado a morte em menos de 30 minutos. Imagens de câmeras de segurança mostram o empresário descendo de elevador às 17h04 com o brigadeirão e retornando 43 minutos depois, visivelmente desorientado.
Júlia chegou a prestar depoimento alegando que Ormond teria passado mal após uma discussão entre os dois no dia 20, mas a versão foi descartada pelos investigadores, que consideraram o relato contraditório. Dias depois, ela fugiu e foi encontrada após negociação com a polícia. Já Suyany foi presa antes, apontada como quem teria planejado todo o crime.
Durante a audiência desta segunda, as defesas tentaram desmontar a tese do homicídio. O advogado de Júlia solicitou a exumação do corpo de Ormond, alegando que não há comprovação de envenenamento, mas o pedido foi negado. A expectativa é que o julgamento se estenda pelos próximos dias.
As duas acusadas respondem por homicídio qualificado e podem ser condenadas a até 30 anos de prisão. O caso ganhou repercussão nacional e segue acompanhado de perto por familiares da vítima e pela imprensa.
