A jovem Alana Anísio Rosa, de 20 anos, começou, neste domingo (22), a respirar sem o auxílio de aparelhos. Ela está internada desde 6 de fevereiro, quando sofreu mais de 15 facadas desferidas por um homem que invadiu sua casa, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
A informação foi divulgada pela mãe da jovem, Jaderluce Anísio de Oliveira, em uma rede social.
“Vencendo mais uma batalha respirando sem auxílio do oxigênio. Você surpreende a todos minha guerreira 🙏 nosso milagre se chama Alana”, escreveu.
O acusado, Luiz Felipe Sampaio, foi preso por policiais militares do 1º BPM quando tentou matar Alana dentro da residência da jovem, no bairro Galo Branco.
Segundo a mãe da vítima, o crime teria sido motivado pelo fato de Alana não querer manter um relacionamento com ele.
De acordo com testemunhas, Luiz Felipe insistia em tentar namorar Alana havia meses, após conhecê-la na academia onde os dois treinavam, mesmo ela não querendo e nunca tendo tido qualquer envolvimento com ele. O rapaz teria enviado mensagens e presentes de forma insistente.
Um print enviado por Alana à família mostra que ela manteve postura educada ao rejeitá-lo, mesmo após receber flores e presentes anonimamente por meses. Quando ele revelou ser o admirador, a jovem respondeu: “Oi, Felipe, recebi o seu presente. Agradeço o carinho e a gentileza. Você é um querido, uma boa pessoa de coração, mas eu estou muito concentrada nos meus objetivos, sem tempo para outras coisas. Um Feliz Natal para você”.
A mensagem foi enviada no dia 22 de dezembro, mais de um mês antes da prisão em flagrante. Segundo a família, Alana estuda para ingressar na faculdade de Medicina.
Na véspera do crime, Luiz Felipe tentou se aproximar novamente da jovem, mas foi rechaçado pelo cão da família. No dia 6 de fevereiro, de acordo com parentes, ele teria conseguido invadir a residência e atacado Alana com golpes de faca.
A mãe chegou ao local pouco depois da agressão e acionou a polícia.
“O que eu queria pedir para minha filha é justiça. Para mim e para todas as outras mães que estão passando, que já passaram pelas mesmas coisas. Todas as mulheres que são assediadas na rua. Justiça, vamos parar com isso, matando as mulheres. Uma jovem de 20 anos que se eu não chego em casa, eu ia encontrar minha filha morta e ele não ia estar mais lá. Ele já teria fugido. Esse é o relato de uma mãe desesperada, orando pedindo oração para que ela saia dessa, para que ela saia viva”, desabafou Jaderluce.
Durante o período de internação, Alana chegou a ficar em coma induzido e segue em recuperação.
