Patrick Rocha Maciel, de 21 anos, foi solto no dia 24 de julho após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele havia sido preso em 29 de junho por envolvimento em uma série de furtos e tinha passagens por crimes como roubo, lesão corporal e invasão de domicílio. Ao todo, Patrick acumula 86 anotações em registros de ocorrência, segundo a Polícia Civil.
A decisão que revogou a prisão preventiva afirma que “inexistem dados concretos” que justifiquem sua manutenção em cárcere e que “não se pode presumir que os acusados retornarão a delinquir”. A nova decisão contrasta com a audiência de custódia anterior, na qual outro magistrado havia determinado a manutenção da prisão com base no risco de reiteração criminosa.
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Patrick foi preso após ser identificado em furtos a dois apartamentos em Copacabana, a um templo evangélico e a uma farmácia em Ipanema. Os casos foram registrados entre maio e junho de 2025. A nova decisão concedeu liberdade provisória com imposição de medidas cautelares.
De acordo com os registros policiais, Patrick iniciou sua trajetória criminal ainda na infância. Aos 10 anos, foi conduzido à delegacia pela primeira vez. Entre os 10 e 17 anos, foi encaminhado ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) pelo menos 12 vezes.
Desde que atingiu a maioridade, foi preso ao menos sete vezes por crimes patrimoniais, em geral cometidos na Zona Sul do Rio. Em uma dessas ocasiões, foi preso após invadir uma residência em Ipanema armado com um espeto de churrasco, segundo denúncia do Ministério Público.
Além do histórico criminal, Patrick relatou situação de vulnerabilidade social, ausência de documentos básicos e dificuldades de reintegração social. Em uma das audiências, solicitou ajuda para emissão de documentos e retorno ao lar, após sair do sistema prisional.
O processo segue em andamento, e o réu responderá em liberdade.
