A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro transferiu para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) a investigação sobre a perseguição sofrida pelo secretário municipal de Defesa do Consumidor, João Pires, na madrugada de terça-feira (17), na Rodovia Amaral Peixoto.
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A mudança ocorre após surgirem informações de que o secretário vinha recebendo ameaças, o que levou a corporação a ampliar a linha de investigação para possível atentado contra a vida de um agente público. Inicialmente, o caso havia sido registrado na 75ª Delegacia de Polícia (Rio do Ouro) como tentativa de roubo de veículo.
Perseguição com criminosos armados
De acordo com o relato de João Pires, ele seguia em direção a Maricá quando percebeu que estava sendo acompanhado por outro veículo. Segundo o secretário, criminosos abriram as portas do carro e apontaram dois fuzis em sua direção.
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Para escapar, ele acelerou o veículo — que é blindado — e foi perseguido por cerca de dois quilômetros. Durante a fuga, ao tentar entrar em um posto de combustíveis após avistar uma viatura, acabou colidindo com um carro estacionado. Ninguém ficou ferido, e os suspeitos fugiram sem efetuar disparos.
Ameaças e reforço na segurança
O prefeito Eduardo Paes classificou o episódio como um possível atentado e afirmou que o secretário sofre ameaças recorrentes devido à atuação no combate a irregularidades no setor de combustíveis.
Após a transferência do caso, a segurança de João Pires foi reforçada. Segundo a prefeitura, ele já utilizava carro blindado e contava com medidas de proteção em razão dos riscos ligados à função.
Pedido de proteção federal
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, solicitou ao Ministério da Justiça proteção federal para o secretário, incluindo escolta e possível inclusão em programas de proteção a autoridades.
O parlamentar também convocou Pires para depor na comissão, destacando sua atuação no combate à chamada “máfia dos combustíveis”, considerada uma das principais fontes de financiamento do crime organizado no país.
A investigação segue em andamento, e a Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese, trabalhando para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
