Um influenciador digital de São Pedro da Aldeia utilizou as redes sociais para denunciar um suposto caso de discriminação ocorrido em uma unidade da academia Smart Fit, no município de Araruama, na Região dos Lagos. Segundo o relato, uma amiga do influenciador teria sido impedida de utilizar as dependências da academia por fazer uso de tornozeleira eletrônica.
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De acordo com a denúncia, a situação gerou constrangimento e exposição da mulher diante de outras pessoas que estavam no local. O caso rapidamente repercutiu nas redes sociais, levantando debates sobre preconceito, inclusão social e os limites da atuação de estabelecimentos privados de acesso coletivo.
Especialistas apontam que a recusa de atendimento baseada exclusivamente no uso de tornozeleira eletrônica pode configurar prática discriminatória e abusiva, caso não exista ordem judicial que restrinja a circulação da pessoa ou norma interna objetiva, previamente divulgada e juridicamente válida. O uso do equipamento é considerado medida cautelar diversa da prisão e não suspende direitos civis fundamentais.
A Constituição Federal assegura a dignidade da pessoa humana e veda qualquer forma de tratamento degradante ou vexatório. Já o Código de Defesa do Consumidor proíbe a recusa de atendimento sem justa causa e práticas que coloquem o consumidor em situação discriminatória.
Até o momento, não há informações sobre registro de ocorrência policial ou posicionamento oficial da academia citada. O portal CIC7 notícias informou que o espaço permanece aberto para manifestação da empresa, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.
