Ex-presidente do Rioprevidência é preso após voltar dos EUA em investigação sobre desvio de quase R$ 1 bilhão

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 8 meses ago

Compartilhar no WhatsApp

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso na terça-feira (3) por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro.

🚨 Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!

Deivis havia retornado dos Estados Unidos, desembarcado no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alugado um carro para seguir viagem até o Rio de Janeiro, quando foi interceptado pela PRF na Rodovia Presidente Dutra. Após a abordagem, ele foi encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, em seguida, será levado para a capital fluminense.

A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos e corrupção no fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Deivis comandou o Rioprevidência — Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro — até o dia 23 de janeiro, quando renunciou ao cargo após o avanço das investigações. Segundo a PF, durante sua gestão e a de outros dois ex-diretores, o fundo estadual realizou aportes de quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, consideradas aplicações de alto risco e sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

As investigações se concentram em nove operações financeiras realizadas entre 2023 e 2024, que, de acordo com a Polícia Federal, colocaram em risco os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores públicos do estado do Rio de Janeiro.

Há mais de um ano, os investimentos do Rioprevidência no Banco Master já estavam sob análise do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Em outubro de 2025, o tribunal proibiu novos aportes em títulos administrados pela instituição financeira e alertou para indícios de gestão irresponsável dos recursos previdenciários.

O Banco Master está em liquidação extrajudicial desde novembro, após o Banco Central apontar insolvência e suspeitas de fraudes. A PF investiga crimes como gestão fraudulenta, emissão de créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo a instituição.

Os mandados da segunda fase da operação foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas. Além da prisão de Deivis, a ação cumpre três mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Na primeira fase da Operação Barco de Papel, deflagrada em 23 de janeiro, a PF realizou buscas no apartamento do ex-presidente do Rioprevidência e identificou movimentações consideradas suspeitas, como a retirada de documentos, manipulação de provas digitais e a transferência de bens, incluindo dois veículos de luxo, para terceiros.

Até a última atualização desta matéria, outros dois investigados permaneciam foragidos.
A reportagem tenta contato com a defesa de Deivis Marcon Antunes.

Compartilhar no WhatsApp

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 8 meses ago

Compartilhe nas redes sociais:

Escolha sua cidade

Fique por dentro de todas as notícias pelo WhatsApp!

Nosso grupo te da acesso exclusivo as noticias mais recentes sobre a sua cidade, acesse e fique por dentro das noticias mais recentes que acontecem no dia a dia.

Usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação.