Um homem foi preso em flagrante nesta terça-feira (3) pela Polícia Civil após estuprar uma adolescente de 15 anos pelo menos três vezes e ameaçá-la constantemente com o vazamento de um vídeo íntimo dela. A prisão aconteceu no bairro da Abolição, na Zona Norte, a apenas 50 metros da casa da menina, logo depois que ela recebeu uma nova mensagem dele exigindo que saísse para encontrá-lo.
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A adolescente foi à 26ª Delegacia de Polícia (Todos os Santos) pela manhã para pedir ajuda. Ela contou que o homem fazia parte de um grupo que conseguia ou gravava vídeos íntimos de meninas menores de idade. Depois, usava esses vídeos para obrigar as vítimas a se encontrarem com eles. Nos encontros, as meninas eram forçadas a ter relações sexuais.
No caso dela, o suspeito já a tinha violentado sexualmente outras duas vezes — uma delas dentro da própria casa da adolescente. Após o primeiro vídeo vazar, as ameaças não pararam: ele dizia que ia divulgar mais imagens se ela não obedecesse.
Enquanto dava o depoimento na delegacia, a menina recebeu uma mensagem nova do agressor. Na mensagem, ele mandava ela sair imediatamente para um encontro e avisava que já estava perto da casa dela, ameaçando jogar o vídeo na internet se ela não fosse. Com medo de que algo pior acontecesse na hora, os policiais agiram rápido: foram até o endereço da vítima e encontraram o homem a poucos metros dali. Ele foi preso na hora.
Na delegacia, o suspeito foi acusado formalmente de tentativa de estupro (porque estava tentando forçar mais um encontro naquele momento) e de guardar cenas de sexo com menor de idade. Além disso, a polícia o indiciou pelos estupros anteriores e pela produção de vídeos com menor. Se condenado por todos esses crimes, ele pode pegar mais de 20 anos de prisão.
Os investigadores descobriram que o homem já tem nove registros criminais na polícia, ou seja, ele já foi preso ou investigado outras vezes por crimes parecidos: estupros e armazenamento de imagens de sexo envolvendo crianças e adolescentes. Ele é reincidente, o que significa que voltou a cometer crimes do mesmo tipo mesmo depois de ser punido antes.
A polícia continua investigando para descobrir quem mais faz parte desse grupo criminoso e prender os outros envolvidos.A própria adolescente disse que decidiu denunciar depois de ver na televisão e nas redes sociais que a Polícia Civil estava agindo com rapidez no caso do estupro coletivo de uma menina de 17 anos em Copacabana, em janeiro deste ano. Naquele caso, vários suspeitos já foram presos ou se entregaram, e o Ministério Público denunciou os envolvidos à Justiça.
