Estupro coletivo em Copacabana: João Gabriel Xavier Bertho se entrega à polícia horas após primeiro suspeito

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 7 meses ago

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Dois dos quatro jovens indiciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro em um apartamento na Rua Viveiros de Castro, em Copacabana (Zona Sul do Rio), se entregaram à Polícia Civil nesta terça-feira (3).

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Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, foi o primeiro a se apresentar pela manhã na 12ª DP (Copacabana), delegacia responsável pela investigação. Acompanhado de advogado, ele teve o mandado de prisão preventiva cumprido imediatamente.Horas depois, no fim da manhã, João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 anos, se entregou em outra unidade policial — relatos apontam para a 10ª DP ou delegacia em Botafogo. Com isso, dois dos réus agora estão sob custódia.

A Justiça do Rio aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual, tornando os quatro maiores de idade réus pelos crimes de estupro de vulnerável (com agravante de concurso de pessoas e vítima menor de 18 anos) e cárcere privado. As penas previstas podem chegar a até 18 anos de reclusão.Os outros dois indiciados — Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos — continuam foragidos. A Polícia Civil intensifica as buscas e pede que qualquer informação sobre o paradeiro deles seja repassada pelo Disque Denúncia (21 2253-1177) ou diretamente às autoridades.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de cartazes de procurados pela polícia. A vítima foi atraída ao local por um ex-namorado, menor de idade, que também responde por ato infracional análogo ao estupro (processo encaminhado à Vara da Infância e Juventude). Exame de corpo de delito constatou lesões compatíveis com violência sexual e física, incluindo ferimentos genitais, hematomas e suspeita de fratura na costela.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho, representada pelo advogado Rafael De Piro, nega as acusações e afirma que mensagens trocadas comprovam consentimento da vítima, além de que decisões judiciais anteriores haviam negado pedidos de prisão preventiva. As defesas dos demais não foram localizadas até o momento.Investigações prosseguem na 12ª DP para apurar se há outras vítimas relacionadas ao grupo.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 7 meses ago

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