Empresários de São Paulo relataram ter sido ameaçados por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para ceder seus postos de combustíveis. Segundo os relatos, a quadrilha utilizava ameaças de morte e contratos falsificados, e em alguns casos as vítimas ainda respondiam criminalmente pelos crimes cometidos pelos criminosos.
🚨 Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!
Um dos empresários afirmou que sua assinatura foi falsificada em novos contratos e que, até hoje, negocia com bancos para quitar dívidas deixadas pela quadrilha. Ele identificou alguns dos envolvidos, como Alexandre Leal e Wilson Pereira Júnior, também conhecido como “Wilsinho”, que, de acordo com o Ministério Público, adquiria postos em sociedade com Flávio Silvério Siqueira, apontado como o principal beneficiário do esquema.
As vítimas relatam que a quadrilha mantinha os postos em seus nomes e vendia combustível adulterado, tornando os empresários legalmente responsáveis pelos crimes. “Essas pessoas eram vítimas até duas vezes. Primeiro, porque não recebiam e, depois, porque passavam a responder pelos crimes praticados pela organização criminosa”, explicou o promotor de Justiça Sílvio Loubeh.
Os empresários agora tentam reconstruir suas vidas. “Perdi meu ganha-pão. E aí, a gente fica desesperado”, relatou uma das vítimas. Outra disse: “Eu sabia que ia dançar financeiramente, que não ia ter mais vida para nada. Mas pelo menos eu toco minha vida”.
A investigação do Ministério Público segue em andamento, com foco na lavagem de dinheiro e nas ameaças cometidas pelo PCC.
