O delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Bernardo Leal Anne Dias, e dois policiais militares permanecem internados em estado grave nesta quinta-feira (30), após serem baleados durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Outros sete PMs seguem hospitalizados, mas com quadro de saúde estável.
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Segundo a corporação, os militares foram inicialmente levados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e depois transferidos para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio.
O delegado Bernardo foi atingido na perna, e o disparo rompeu a veia femoral, causando forte hemorragia. Ele foi transferido do Getúlio Vargas para o Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, onde segue internado.
Enquanto ele ainda estava no Getúlio Vargas, foi organizada uma campanha de doação de sangue em nome do delegado e dos PMs Leandro Oliveira dos Santos, Rodrigo Vasconcelos Nascimento e Rodrigo da Silva Ferreira Soares. A Polícia Civil divulgou imagens de outros agentes doando sangue no Hemorio.
As doações ainda são necessárias e podem ser feitas no Hospital Samaritano (Avenida Jorge Curi, 550, Bloco A, Sala 178), de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, e aos sábados, das 8h às 12h — basta informar o nome completo do delegado.
A operação, que deixou 121 mortos, é considerada a mais letal da história do Brasil. Segundo o balanço oficial, 58 pessoas morreram na terça-feira (28), entre elas quatro agentes, e outros 63 corpos foram encontrados na manhã seguinte em uma área de mata da Serra da Misericórdia, na Penha. Moradores levaram os cadáveres até a Praça São Lucas, onde a contagem foi confirmada pelas autoridades.
