Criança de 6 anos autista nível 3 volta de escola particular com lesões no corpo e rosto em Campos dos Goytacazes; mãe denuncia omissão. VEJA:

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 6 meses ago

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Uma criança de seis anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte, apresentou diversas lesões pelo corpo após retornar de uma escola particular em Campos dos Goytacazes, no último dia 17.

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O caso foi registrado na delegacia no dia seguinte pela mãe do menino, Anna Caroline, que questiona as circunstâncias dos ferimentos e cobra esclarecimentos da instituição de ensino.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe relatou que, ao dar banho no filho, percebeu marcas arroxeadas em ambos os lados do quadril — sendo que, no lado esquerdo, as lesões se estendiam em direção à costela — além de uma lesão avermelhada extensa no rosto da criança, que é não verbal e necessita de acompanhamento constante.

Diante da situação, ela retornou imediatamente à escola, onde conversou com a psicopedagoga da instituição e apresentou as lesões. Segundo o relato, a profissional informou que acionaria a direção e verificaria as imagens das câmeras de segurança. Na ocasião, o mediador responsável pelo acompanhamento da criança já não estava mais no local.

Posteriormente, a mãe recebeu uma mensagem informando que as imagens do parquinho — onde o aluno costuma permanecer — haviam sido analisadas, sem que fosse identificada qualquer queda ou situação que justificasse os ferimentos.

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No dia seguinte (18), a responsável voltou à unidade e foi recebida pela diretora. De acordo com o relato, o mediador alegou que a lesão no rosto teria sido causada por uma batida no parquinho, mas não comunicou o fato por considerar que havia apenas vermelhidão no momento. Ele também teria relatado episódios de agitação da criança, que exigiram contenção física.

A direção informou que o profissional foi desligado da instituição e que o caso foi encaminhado ao setor jurídico. As imagens das câmeras, segundo a escola, passam por análise detalhada.

A mãe, no entanto, demonstrou estranheza quanto à condução do caso, principalmente pela não disponibilização imediata das imagens e pela rápida demissão do mediador, o que motivou o registro da ocorrência.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias das lesões e eventuais responsabilidades.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 6 meses ago

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