Corregedoria prende 5 PMs do Batalhão de Choque por crimes na megaoperação na Penha e no Alemão

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 10 meses ago

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A Corregedoria da Polícia Militar prendeu, nesta sexta-feira (28), cinco policiais do Batalhão de Choque suspeitos de cometer crimes durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro. Os agentes foram detidos após análise de imagens das câmeras corporais utilizadas na ação.

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Segundo as investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), um dos crimes apurados é o furto de um fuzil durante a operação. A arma, de acordo com a Corregedoria, seria revendida a criminosos. No total, dez PMs do Choque são investigados. Os outros cinco, que não foram presos, tiveram mandados de busca cumpridos em suas residências. Os nomes não foram divulgados.

A megaoperação mobilizou policiais civis e militares e terminou com 122 mortos — cinco agentes de segurança e 117 pessoas classificadas pelo governo do estado como criminosos.

Em nota, a Polícia Militar informou que não compactua com desvios de conduta e que todos os mandados judiciais foram cumpridos. A corporação destacou ainda que os indícios apontam para crimes militares cometidos durante o serviço e que os envolvidos serão punidos com rigor caso as irregularidades sejam confirmadas.

Leia a nota da PM na íntegra:

“A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação iniciou, nesta sexta-feira (28/11), uma operação decorrente de investigações realizadas a partir da análise das imagens das Câmeras Operacionais Portáteis utilizadas pelos policiais militares no dia 28/10.

Na ação, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão. Ao todo, dez policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque são alvos da operação. As investigações estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que identificou indícios de cometimento de crimes militares no decorrer do serviço.

O comando da corporação reitera que não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos.”

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 10 meses ago

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