Corpo de jovem morta com sinais de tortura é enterrado no Rio; polícia investiga envolvimento do tráfico

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 9 meses ago

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O corpo de Naysa Kayllany da Costa Borges Nogueira, de 23 anos, foi enterrado na tarde desta quarta-feira (7) no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. A jovem, filha do major da Polícia Militar Neyfson Borges, morreu com sinais de espancamento, e o caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

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Segundo a Polícia Civil, Naysa trabalhava em um ferro-velho que estaria sob influência do tráfico de drogas na região de Realengo, área conhecida como Complexo do Jardim Novo (Favela da Light). A principal linha de investigação aponta que a jovem pode ter sido morta por traficantes da facção Amigo dos Amigos (ADA).

A suspeita é de que o crime esteja relacionado a um possível desvio de dinheiro oriundo das atividades do ferro-velho. No dia do crime, Naysa estava acompanhada de duas amigas, que também teriam sido agredidas, mas sobreviveram.

Durante o velório, o pai da jovem falou emocionado e questionou as circunstâncias da morte. Segundo ele, independentemente das suspeitas levantadas, nada justificaria a violência sofrida.

“Não importa o que elas tenham feito ou deixado de fazer. Em um lugar civilizado, isso não existe. O que houve foi tortura”, afirmou.

O major também criticou o fato de a filha estar sendo apontada como responsável por supostos crimes.

“É muito fácil atribuir culpa a quem não pode mais se defender”, disse.

O último contato entre pai e filha ocorreu no domingo (4), dia da morte. De acordo com ele, Naysa enviou mensagens informando que ainda estava trabalhando e aguardava a rendição para deixar o local. Depois disso, não houve mais resposta.

O pai afirmou ainda que a filha não enfrentava dificuldades financeiras e que recebia apoio constante da família, embora reconheça que não conhecia detalhes da rotina dela.

A Polícia Civil segue realizando diligências para esclarecer a dinâmica do crime, identificar os autores e confirmar a motivação. Até o momento, ninguém foi preso.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 9 meses ago

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