A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira (21/11), uma operação na Cidade de Deus que terminou com a neutralização de Luiz Felipe Honorato Romão, conhecido como “Mangabinha”, apontado como um dos responsáveis pela morte do policial civil José Antônio Lourenço Junior, da CORE, em maio deste ano.
De acordo com a corporação, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) foram à comunidade para cumprir mandados de prisão contra o criminoso, considerado de alta periculosidade. Durante a ação, Mangabinha atacou os policiais e houve confronto. Ele foi neutralizado no local.
Integrante do Comando Vermelho, Mangabinha atuava na região da Karatê e da 13, onde exercia função de soldado do tráfico, dando segurança às lideranças e aos pontos de venda de drogas. Fugitivo do sistema penitenciário, ostentava armas e publicava mensagens incentivando ataques a policiais em suas redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, ele acumulava cinco anotações criminais — incluindo associação para o tráfico, porte ilegal de arma e resistência — e possuía dois mandados de prisão em aberto, um por evasão e outro pelo homicídio do policial da CORE.
A corporação destaca que Mangabinha havia se vangloriado publicamente, há cerca de seis meses, por ter atirado contra equipes da CORE e por participar do ataque que matou o policial José Antônio.
Outros dois envolvidos no assassinato do agente também já haviam sido neutralizados: Gabriel Gomes da Costa, o “Ratomen”, gerente do tráfico na Cidade de Deus, e Ygor Freitas de Andrade, o “Matuê”, chefe do tráfico na Gardênia Azul. Ambos foram identificados pela Delegacia de Homicídios da Capital, que comprovou a participação dos três narco-terroristas no ataque à equipe da CORE.
