O Tribunal do Júri do Rio condenou dois traficantes a 384 anos e seis meses de prisão pela chacina ocorrida em junho de 2020 durante uma festa junina no Condomínio Jamaica, em Anchieta, Zona Norte do Rio de Janeiro. O ataque, motivado por disputa entre facções, deixou cinco mortos e sete feridos. Entre as vítimas fatais estava a menina Rayane Cardoso Lopes, de 10 anos.
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De acordo com as investigações, os criminosos tinham como alvo o traficante rival Kevin Cristian de Oliveira Miranda, conhecido como “Desenho”, chefe do tráfico na comunidade Ás de Ouro. Para atingi-lo, os bandidos abriram fogo contra os frequentadores da festa, transformando a comemoração em um cenário de massacre.
As vítimas fatais foram identificadas como Rayane Cardoso Lopes, Antonio Marcos Barcellos Pereira Júnior, Ian Lucas Soares Gomes, Josué de Oliveira Xavier e Yuri Lima Vieira. Sete pessoas ficaram feridas, entre elas o pai de Rayane, Naum Henrique Lopes, que foi baleado ao tentar proteger a filha.
O julgamento foi presidido pelo juiz Cariel Patriota, que destacou a brutalidade da ação e o trauma coletivo imposto à comunidade. Segundo o magistrado, “o pai da vítima foi forçado a presenciar a execução de sua filha de apenas 10 anos, enquanto tentava protegê-la”.
Na sentença, o juiz aplicou 155 anos e três meses de prisão a Rhuan Roberto Ferreira Bourrus, o “RH”, e 229 anos e três meses a Carlos Henrique Baraúna dos Santos, o “Kayke”. Ambos também foram condenados por corrupção de menor, já que um adolescente participou do crime. Outro envolvido, Jonathan Alves Pereira da Silva, morreu durante o processo.
