Briga com ex-funcionárias expõe denúncias de racismo após chefe celebrar “embranquecimento” da equipe em Salvador. Veja o vídeo:

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 9 meses ago

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Duas mulheres negras, ex-funcionárias de um centro empresarial em Salvador, denunciaram o antigo chefe por racismo após a divulgação de publicações nas quais ele comemora o “embranquecimento” da equipe de trabalho. As denúncias vieram à tona após uma briga generalizada entre elas e o empresário, registrada em vídeo e amplamente divulgada nas redes sociais.

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O confronto ocorreu na última terça-feira (6) e foi totalmente gravado. As imagens mostram as ex-funcionárias discutindo e entrando em luta corporal com o chefe dentro do centro empresarial. Segundo as vítimas, o episódio foi o estopim de uma série de abusos, ameaças e ofensas sofridas ao longo do período em que trabalharam no local.

Mônica Freitas e Naiane Ferreira afirmam que permaneceram pouco mais de um ano na empresa e relatam que eram constantemente ameaçadas pelo empresário Adalberto Argolo.
“Ele dizia que, se a gente saísse da loja para trabalhar em outro lugar, iria matar a gente. Falava que não aceitava traição e que iria se vingar. Toda reunião tinha ameaça”, contou Mônica à TV Bahia.

Publicações feitas em dezembro de 2025 passaram a ser usadas como provas centrais da denúncia. Nelas, o empresário comparava fotos das confraternizações da empresa em 2024 e 2025 e afirmava que o “nível da empresa subiu” após a equipe ter “clareado”, declaração interpretada pelas ex-funcionárias como racismo explícito.

As vítimas também relatam que a filha do empresário participou das agressões físicas durante a confusão. Naiane afirmou que foi ao local após ouvir gritos e, ao tentar defender a amiga, acabou sendo agredida. “Levei um soco na cabeça e caí”, relatou.

O empresário nega as acusações e afirma que os vídeos e imagens divulgados foram editados. Segundo ele, a confusão teria começado após sua filha ser agredida pelas ex-funcionárias.

O caso foi registrado na Central de Flagrantes de Salvador e segue sob investigação como lesão corporal. Em nota, a administração do centro empresarial repudiou qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, e informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

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