Carlos José de França, o homem acusado do assassinato da argentina Florencia Aranguren, de 31 anos, em Búzios, tem um histórico criminal significativo no Rio de Janeiro. Natural de Quipapá, em Pernambuco, mas residindo em Itaperuna, no Norte Fluminense, Carlos, de 32 anos, já cumpriu pena no estado de Pernambuco por estupro e roubo, recebendo uma condenação de 15 anos de reclusão.
O corpo de Florencia foi descoberto nesta quarta-feira, apresentando evidências de facadas, em uma trilha para a Praia José Gonçalves. Carlos trabalhava como lavrador e possui baixa escolaridade, conforme indicam os registros. Sua condenação por estupro incluiu uma pena inicial de 15 anos, seis meses e 9 dias, em regime fechado, posteriormente convertida para semiaberto.
A prisão de Carlos foi desencadeada por uma reação peculiar do cachorro de Florencia, chamado Tronco. O animal, presente no local do crime, demonstrou agressividade exclusivamente em relação a Carlos, levantando suspeitas. O acusado havia sido capturado pela polícia após invadir um condomínio próximo.
Imagens de câmeras de segurança foram recolhidas, e os itens de vestuário de Carlos, manchados de sangue, foram enviados para análise pericial. Diante das evidências, o delegado Phelipe Cyrne ordenou a prisão em flagrante de Carlos.
As investigações indicam que Carlos passou de bicicleta por Florencia momentos antes do crime, enquanto ela caminhava com Tronco na trilha para a Praia José Gonçalves, trajeto habitual para a argentina.
