O segundo Seminário da Economia do Mar reuniu, nesta quarta-feira (2), especialistas, empresários e representantes do setor público para debater as oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável da economia marítima. O evento, realizado em São Gonçalo, abordou temas como inovação tecnológica, pesca sustentável, logística portuária e turismo azul nas principais bacias do estado.
Representantes da indústria naval, acadêmicos e empreendedores apresentaram estudos de caso e soluções estratégicas para fortalecer a economia azul, impulsionar o crescimento econômico, gerar empregos e promover a preservação ambiental.
O secretário de Gestão Territorial e Economia Azul de Cabo Frio, Matheus Araguti, destacou o potencial da cidade nesse cenário. “É inconcebível que nossa cidade seja mais conhecida como a terra da picanha do que do peixe e dos frutos do mar. Precisamos mudar essa realidade, incentivando a pesca artesanal e garantindo que o pescado local chegue às mesas dos restaurantes, dos turistas e dos moradores”, afirmou.
A gestão do prefeito Dr. Serginho foi elogiada por ser uma das poucas no estado a contar com uma secretaria dedicada à economia azul. “Saímos na frente e vamos avançar ainda mais para fazer de Cabo Frio um exemplo de desenvolvimento sustentável ligado ao mar e às bacias hidrográficas”, acrescentou Matheus, ressaltando também a importância do cooperativismo como estratégia para o setor.
No encerramento do seminário, foram anunciadas duas iniciativas de grande impacto. A primeira é a realização do Seminário Internacional de Economia do Mar, previsto para acontecer em Maricá no meio do ano. A segunda é a criação da Certificação Selo Azul Cidades Costeiras, que reconhecerá os municípios com os melhores desempenhos em 20 indicadores estabelecidos pela FACERJ, todos voltados para o desenvolvimento sustentável da economia azul. Cabo Frio desponta como uma forte candidata à certificação, consolidando seu protagonismo no setor.
