A prefeita de Cabo Frio, Magdala Furtado, tem enfrentado críticas e questionamentos após uma nomeação que levanta dúvidas quanto à sua legalidade e ética administrativa. Após a ascensão de Furtado ao cargo de prefeita, deixando vago o posto de vice-prefeito após a morte do prefeito José Bonifácio, uma recente nomeação no gabinete da vice-prefeitura tem gerado debates e preocupações.

Patrick de Paula Dias foi nomeado como coordenador geral no Gabinete da Vice-Prefeita, com um salário mensal de 7 mil reais, conforme estabelecido pela portaria 1171, cc3. No entanto, a posição de vice-prefeito não está atualmente ocupada, uma vez que Magdala Furtado, a última a ocupar tal posição, assumiu a prefeitura após o falecimento de seu antecessor.
Além da ausência da figura do vice-prefeito, a ligação política de Patrick com o vereador Átila Motta, evidenciada em suas redes sociais, levanta questionamentos sobre a nomeação. Especialistas em direito administrativo indicam possível irregularidade na manutenção e utilização de um gabinete para a vice-prefeitura que, na prática, está sem representante. Essa situação coloca em xeque não apenas a legalidade da nomeação de Dias, mas também a responsabilidade fiscal e a transparência da gestão atual.
Até o momento, a prefeitura de Cabo Frio não se pronunciou oficialmente sobre o caso, deixando várias perguntas sem resposta quanto à conformidade de suas decisões administrativas com as normas legais e éticas que regem a administração pública.
