Novos relatos apontam mais de 50 vítimas de suposta fraude envolvendo a agência Eureka Viagens, de Cabo Frio

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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A lista de denúncias contra a agência Eureka Viagens, sediada em Cabo Frio, segue crescendo. Segundo relatos recebidos pela reportagem, o número de supostas vítimas já ultrapassa 50 pessoas — entre elas, famílias inteiras que relatam prejuízos financeiros, cancelamento de viagens e transtornos internacionais causados por reservas de passagens e ingressos que, na prática, nunca foram emitidos.

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Uma das novas denúncias envolve uma moradora de Niterói que comprou seis passagens de ida e volta para Natal (RN), com embarque previsto para o último dia 14 de julho. A viagem, planejada desde dezembro de 2024, incluía idosos, uma criança e um adolescente. Ela conta que pagou integralmente o pacote, mas descobriu, a poucos dias do embarque, que as passagens não existiam no sistema da companhia aérea.

“Em abril, após ouvir relatos sobre problemas com a agência, pedi uma confirmação. A responsável pela Eureka me enviou um bilhete com localizador e status confirmado. No entanto, a GOL afirmou que não havia nenhuma reserva em meu nome”, relatou a denunciante, que pediu anonimato. Segundo ela, a empresa ainda cobrou R$ 660 para alterar a data de retorno. Após o pagamento, houve silêncio. “Ela parou de responder e só admitiu, menos de 24 horas antes do embarque, que a reserva não existia.”

Ainda segundo a denunciante, a responsável pela empresa justificou a falta de reembolso alegando problemas de saúde mental e contas bloqueadas por ações judiciais. “Estamos todos abalados psicologicamente. Meu filho chorou muito”, completou.

Outro depoimento recebido pela reportagem detalha a suposta forma de atuação da empresa: de acordo com esse relato, a Eureka criaria apenas reservas temporárias junto às companhias aéreas — que possuem prazos curtos de validade — e enviaria os documentos aos clientes como se fossem bilhetes pagos. Porém, a reserva expiraria por falta de pagamento à companhia, mesmo após o consumidor já ter quitado o valor diretamente com a agência. Relatos semelhantes se repetem em casos envolvendo ingressos para parques como os da Disney, nos Estados Unidos, apontando que os bilhetes vendidos seriam inválidos ou já utilizados.

A reportagem entrou em contato com a Eureka Viagens por meio do número disponível nas redes sociais. A empresa negou as acusações, mas se recusou a enviar uma nota oficial sobre os casos.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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