Mulher de 63 anos morre após ter atendimento negado na UPA de Cabo Frio

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 2 anos ago

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Sueli Gimenes, de 63 anos, faleceu na sexta-feira (20) dentro de um carro após ter o atendimento negado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cabo Frio. Moradora do Parque Burle, Sueli sofreu um mal súbito em casa e, com a ajuda de vizinhos, foi levada às pressas para a UPA. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas pela proximidade, os vizinhos decidiram levá-la por conta própria. Ao chegarem à UPA, foram informados de que a unidade estava fechada e que deveriam buscar socorro em São Pedro da Aldeia. Sem alternativas, os vizinhos acionaram novamente o Corpo de Bombeiros, mas Sueli não resistiu e faleceu antes de receber qualquer assistência médica.

O fechamento da UPA foi decidido após uma reunião entre médicos, servidores e o secretário municipal de Saúde, Bruno Alpacino, na quarta-feira (18). A principal pauta foi o atraso nos salários e o não pagamento do 13º salário. Sem uma solução, os servidores decretaram a paralisação total dos atendimentos, que começou na quinta-feira (19), um dia antes de Sueli passar mal. A sala vermelha, destinada a casos graves, permaneceu lotada, mas nenhum novo paciente foi admitido.

Diante da situação, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve, na quarta-feira (25), uma decisão judicial determinando o bloqueio dos bens da prefeita Magdala Furtado e do secretário Bruno Alpacino Velame Reis. A medida foi tomada após o descumprimento de uma liminar que exigia a regularização imediata dos serviços de saúde no município. Foi fixada uma multa diária de R$ 100 mil, retroativa ao dia 19 de dezembro, totalizando R$ 550 mil até o momento. A ação civil pública movida pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva apontou problemas na gestão da saúde pública, como a falta de insumos, medicamentos e equipes médicas completas.

O prefeito eleito de Cabo Frio, Dr. Serginho, realizou uma inspeção na UPA na manhã de Natal, dia 25. Ele constatou o abandono do local, com instalações deterioradas, falta de medicamentos essenciais e materiais básicos para o atendimento. Dr. Serginho prometeu mudanças a partir de sua posse, no dia 1º de janeiro, afirmando que a saúde de Cabo Frio precisa de um choque de ordem, que será prioridade em sua gestão.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

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