O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a abertura de uma investigação para apurar a nomeação de Márcio Lima Sampaio, filho da ministra da Saúde, Nísia Trindade, como secretário de Cultura em Cabo Frio, nesta quinta-feira (11).
A nomeação, ocorrida um mês após o ministério da Saúde liberar R$ 55,4 milhões para o município, levantou questionamentos sobre possível favorecimento. O subprocurador Lucas Rocha Furtado assinou o documento, classificando a nomeação como “controversa” e sugerindo um vínculo questionável entre a nomeação e a liberação de recursos.
Segundo Furtado, Márcio Sampaio, músico e fundador de uma banda de reggae, carece de experiência na gestão cultural. A ministra Nísia Trindade defendeu-se nas redes sociais, afirmando não ter influência na nomeação, enquanto o ministério da Saúde negou irregularidades no repasse de recursos.
A Prefeitura de Cabo Frio também se pronunciou, garantindo que a escolha de Márcio Sampaio para a Secretaria de Cultura não teve influência da ministra da Saúde, justificando-a pela qualificação e proximidade do novo secretário com órgãos culturais estaduais.
