O presidente da Câmara Municipal de Cabo Frio, Miguel Alencar (União), usou a tribuna da Casa Legislativa durante a sessão desta quinta-feira (21) para tecer duras críticas à prefeita Magdala Furtado (PV) em relação à gestão atual da cidade, que, segundo ele, enfrenta uma série de problemas em diversos setores. Alencar apontou a falta de pagamento dos servidores públicos e o decreto de ponto facultativo de dois dias como algumas das ações que têm gerado caos no município.
O presidente afirmou que a prefeita será responsabilizada por suas ações após as eleições, destacando que a atual administração não ficará impune. Ele destacou que o aumento de despesas, como o inchaço da folha de pagamento e a contratação irregular de autônomos, resultará em consequências legais.
“A maior prova do compromisso do governo atual com nossa cidade é o atraso no pagamento dos servidores. As ações após as eleições são absurdas. A folha de pagamento não para de crescer, e já denunciei a contratação ilegal de autônomos, que gerou um gasto exorbitante de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões nos últimos meses. A gestão atual vai responder por isso na justiça e no Tribunal de Contas. Nada disso ficará impune”, declarou Alencar.
Além disso, o presidente criticou a nova terceirização da limpeza das escolas, mencionando que o processo não passou pelo legislativo, contrariando um decreto anterior sobre terceirização da merenda escolar. Segundo Alencar, a prefeitura desrespeitou decisões judiciais e continuou com os processos de terceirização sem consultar a Câmara Municipal.
“O governo atual ignorou o nosso decreto sobre terceirização da merenda, e agora, com a limpeza das escolas, a mesma situação se repete. A terceirização continua sem passar pelo legislativo, e isso não faz sentido. A cidade não pode seguir assim, especialmente com o fim do mandato se aproximando. Se a prefeita não assumir sua responsabilidade de administrar Cabo Frio de maneira correta, a Câmara tomará uma postura firme”, afirmou Miguel Alencar.
Por fim, o presidente alertou que, com menos de 40 dias para o fim do ano e a proximidade de uma nova gestão, a situação crítica do município pode agravar ainda mais. Ele pediu que a prefeita se concentre em resolver o básico e minimize os problemas que afligem a cidade, como a folha de pagamento e o caos nas áreas essenciais.
