Frase “Deixa Magdala Trabalhar”, inserida em livro distribuído para crianças, onde coloca a prefeita como super-heroína, causa revolta, mobiliza deputados e entidades. Veja:

Por Redação CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 3 anos ago

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Após uma investigação inicial do portal CIC7 Notícias, a InterTV, afiliada à Rede Globo, aprofundou a cobertura sobre um controverso livro infantil distribuído na Escola Municipal Antônio da Cunha Azevedo. O material descreve a prefeita Magdala Furtado como uma “super-heroína”, com a missão de salvaguardar o município, levando a pedidos de impeachment por parte de deputados e intensificando o debate sobre a apropriação do espaço educacional para fins políticos.

A reportagem da InterTV trouxe à tona uma frase do livro: “Deixa Magdala Tarabalhar”. Esse lema, frequentemente usado por apoiadores e cabos eleitorais da prefeita em grupos de WhatsApp, causou consternação ao ser encontrado em um recurso direcionado ao público infantil.

Sem a prévia notificação aos pais ou responsáveis, o livro causou desconforto em várias famílias. Em recente sessão na ALERJ, os deputados Felippe Poubel, Rodrigo Amorim e Alan Lopes manifestaram seu repúdio à publicação. Eles também declararam intenção de acionar entidades como o TRE, MPRJ e a comissão de educação da ALERJ, presidida por Alan Lopes, para obter mais detalhes sobre o incidente.

Juliana Vignoli, autora e mente por trás do projeto “Dra Defensora”, defendeu-se das críticas, afirmando possuir todas as autorizações necessárias para a distribuição. Ela argumentou que o propósito da obra era destacar o “Agosto Lilás”, um mês voltado à defesa das mulheres. Contudo, evidências apresentadas por Vignoli, incluindo fotografias e mensagens, sugerem que a prefeita Magdala Furtado, mesmo inicialmente concordando com a ação, revogou sua decisão pouco tempo antes da entrega.

A Câmara Municipal de Cabo Frio, em comunicado oficial, informou que, após tomar conhecimento do caso pelo noticiário, solicitou esclarecimentos ao Poder Executivo. Em contrapartida, a Prefeitura, em sua nota, expressou indignação e assegurou a instauração de um processo administrativo para apurar o acontecido.

Embora a OAB e o MPRJ ainda não tenham se manifestado, o SEPE Lagos, em nota, demonstrou preocupação com a possível propaganda eleitoral extemporânea e pediu uma investigação minuciosa do TRE e MPRJ.

A polêmica, que começou com uma reportagem investigativa e agora ecoa em esferas governamentais, destaca debates acerca da ética, política e educação, e o papel das autoridades nesse cenário. Enquanto os desdobramentos deste caso são esperados, a comunidade busca respostas claras sobre a situação.

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