Entenda o caso Alphabets: como funcionava o esquema de apostas que prometia lucros de até 30% ao mês e terminou com prisão do dono Rogério Cruz

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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A prisão de Rogério Cruz Guapindaia pela Polícia Federal, expôs a engrenagem de um esquema milionário que atraía milhares de pessoas com promessas de altos rendimentos no mercado de apostas esportivas. Apontado como fundador e líder da empresa Alphabets Investimentos Esportivos, Rogério é acusado de comandar um negócio com características de pirâmide financeira, que teria causado prejuízos milionários na Região dos Lagos e em outras cidades do Rio de Janeiro.

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Na internet, a Alphabets se apresentava como “fornecedora de um software gratuito de alta performance” para gerar lucros e renda em apostas esportivas. A promessa chamava atenção: rentabilidade de até 30% ao mês, com ganhos diários de até 3%. O suposto sucesso era reforçado por uma imagem de luxo exibida por Rogério, dono de carros importados, lancha e jet-skis, usados para atrair investidores.

No dia 8 de setembro, Rogério anunciou, por meio de comunicado oficial, o encerramento da Alphabets. A justificativa foi a “inviabilidade de migração para um novo sistema”, alegando problemas como duplicidade de pagamentos, invasão de sistema e envio de comprovantes falsos. Ele prometeu devolver os valores investidos em até 30 dias, mas a declaração gerou desespero entre clientes que aplicaram todas as economias no negócio.

Dois dias após o anúncio, um vídeo gravado por Rogério começou a circular em grupos de WhatsApp e Telegram. Na filmagem, o empresário respondia a cobranças e ameaças, afirmando ter “influência dentro do governo” e “amigos policiais” para lidar com a situação. “Vocês não têm noção com quem estão mexendo. Vocês não sabem quem é o meu corpo jurídico”, declarou. O tom intimidador aumentou a revolta de investidores.

Rogério já havia sido condenado, em 2017, por tráfico internacional de drogas, após ser flagrado com três quilos de ecstasy vindos de Portugal. Mesmo cumprindo pena em liberdade, ele iniciou a operação da Alphabets, fundada em 2021.

Na ação desta terça-feira, a PF apreendeu bens de alto valor, incluindo dois carros Porsche, um BMW X6, uma lancha, um UTV e jet-skis. As investigações apontam que os bens e a ostentação eram usados como vitrine para atrair novos investidores, sustentando o esquema. A polícia apura a participação de outros envolvidos, inclusive captadores de recursos e possíveis cúmplices no Brasil e no exterior.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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