Os moradores de Cabo Frio, desde o início do ano, têm expressado preocupação com o significativo aumento no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Alguns relatam aumentos de até 500% ao receberem os carnês do imposto. A falta de melhoria nos serviços públicos, como saneamento básico, pavimentação e iluminação pública, agrava ainda mais a situação.
Em dezembro de 2022, ainda sob o governo de José Bonifácio, a Lei Complementar 48/2022 foi aprovada, limitando o reajuste do IPTU a 15% ao ano mais a inflação. No entanto, muitos moradores têm recebido carnês com valores que ultrapassam esse limite, levantando questões sobre a transparência da Prefeitura na elaboração dos cálculos.
Na Câmara Municipal, o vereador Ruy França liderou uma discussão sobre o assunto, reunindo diversos empresários do ramo hoteleiro. Foi aprovado um pedido de redução de 40% no IPTU para toda a rede hoteleira, visando preservar empregos e estimular o turismo na cidade. Entretanto, alguns moradores comuns sentem-se prejudicados pela falta de articulação e pela necessidade de buscar individualmente a revisão do IPTU na secretaria de Fazenda.
Marta Reys, funcionária pública aposentada e moradora do bairro Palmeiras, viu seu imposto aumentar de R$ 570,00 em 2023 para R$ 644,00 este ano, um aumento de cerca de 11%, superior à inflação e aos reajustes salariais. Outro ponto de preocupação é a disparidade nos valores cobrados, como relatado por Davi Ramos, morador do Porto do Carro, que notou uma diferença de R$ 100,00 entre o IPTU dele e o da sua mãe, que reside próximo à rodoviária.
Em Tamoios, os moradores também questionam os aumentos, especialmente diante da insuficiência dos serviços públicos no distrito. Sedinalva, residente na rodovia Amaral Peixoto (hoje Avenida Independência), critica o valor elevado do IPTU, comparando-o ao preço de um apartamento de três quartos no melhor bairro de Duque de Caxias. A Prefeitura de Cabo Frio foi procurada para comentar os aumentos, mas não retornou o contato até o fechamento desta matéria.
