Na véspera da eleição que deve confirmar Samir Xaud como novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a entidade anulou oficialmente, neste sábado (24/5), o acordo que garantiu a sustentação política do ex-presidente Ednaldo Rodrigues. A decisão representa o encerramento formal de sua gestão à frente da CBF.
Com a anulação, foram considerados inválidos todos os ajustes no estatuto realizados nos últimos quatro anos, assim como as eleições que conduziram Ednaldo ao comando da entidade. As alterações anuladas ampliavam os poderes do presidente, inclusive permitindo a indicação de parentes para cargos dentro da gestão.
A partir deste domingo (25/5), com a eleição prevista, Samir Xaud assumirá o comando da entidade já sob o novo cenário estatutário. O futuro presidente terá como uma de suas principais missões reaproximar a CBF da Federação Paulista de Futebol (FPF) e de 21 clubes das séries A e B, que se opuseram ao processo que levou seu nome à presidência.
Nota oficial da CBF
Em comunicado divulgado após a Assembleia Geral Extraordinária, a CBF confirmou que a decisão judicial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), emitida no último dia 15 de maio, foi acatada. A sentença declarou nulo o acordo firmado por Ednaldo Rodrigues e determinou o retorno ao acórdão anterior da 19ª Câmara Cível do TJRJ, que exigia a convocação de novas eleições.
A entidade destacou que a decisão judicial está em conformidade com o estatuto da própria CBF e com os princípios de autonomia estabelecidos pela FIFA e pela CONMEBOL. A Assembleia também declarou nulas as eleições e reformas estatutárias realizadas em 2022 e 2024, bem como os mandatos que seriam válidos até 2030.
A eleição deste domingo, para o quadriênio de 2025 a 2029, será realizada conforme regulamento definido por uma Comissão Eleitoral Independente, e contará com observadores da FIFA e da CONMEBOL.
A reunião foi acompanhada por toda a diretoria da CBF e por 26 das 27 federações estaduais — a única ausência foi a da Federação Paulista de Futebol.
