O advogado Matheus Milanez, defensor do general Augusto Heleno, voltou a ironizar a longa duração das sessões do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a leitura do voto do ministro Luiz Fux, que se estendeu por quase 14 horas nesta quarta-feira (10/9), Milanez publicou em suas redes sociais:
“Gente, eu minimamente gostaria de jantar”.
Essa não foi a primeira vez que o advogado fez pedidos inusitados durante o processo. Em junho, no 1º dia de interrogatórios, ele chegou a solicitar ao ministro Alexandre de Moraes que a sessão do dia seguinte fosse adiada para começar às 10h, justificando que precisava “jantar” e levar o cliente para casa. Moraes recusou com bom humor.
📌 O voto de Fux
- Fux defendeu a anulação da ação penal contra Bolsonaro, alegando que o STF não tem jurisdição, já que o ex-presidente não exerce mais cargo público.
- Ainda assim, votou pela condenação de Mauro Cid e Walter Braga Netto por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
- O voto começou às 9h30 e terminou perto das 23h, somando quase 14 horas de discurso.
📌 Placar parcial
Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, encerra a votação.
Alexandre de Moraes e Flávio Dino: condenação de Bolsonaro e de todos os réus.
Luiz Fux: absolvição de Bolsonaro e cinco réus, condenação parcial de Mauro Cid e Braga Netto.
Cármen Lúcia vota nesta quinta (11/9).
