No dia 9 de maio, a Prefeitura de Búzios enviou à Câmara Municipal a mensagem número 15/2024, solicitando crédito adicional especial no orçamento vigente. Esse pedido, que na prática é uma mudança no “caminho financeiro” para o pagamento de despesas municipais, é um procedimento comum conhecido como “realocação de fonte de custeio”. Apesar da urgência, o presidente da Câmara, Rafael Aguiar, ainda não submeteu a proposta à votação em plenário.
Essa falta de ação por parte de Rafael Aguiar, pré-candidato a prefeito nas eleições deste ano, pode resultar no atraso do pagamento dos médicos do município. Atualmente, a administração municipal está impossibilitada de usar recursos próprios para pagar o serviço, que anteriormente era custeado com royalties.
Rafael Aguiar, que até o início deste ano fazia parte da base governista e cujo pai é o vice-prefeito, se colocou como adversário do atual prefeito, Alexandre Martins. A ruptura ocorreu após Alexandre ter sido afastado do cargo, o que levou a uma eleição suplementar na qual Rafael foi candidato. No entanto, a eleição foi cancelada e Alexandre retornou ao cargo.
Vereadores e especialistas políticos locais sugerem que a postura de Rafael visa desgastar a administração atual, criando um cenário de atraso no pagamento dos médicos. No entanto, o atraso só ocorrerá se Rafael continuar a bloquear e se recusar a pautar o projeto.
A situação gera incerteza e preocupação entre os profissionais de saúde e a população, que dependem da continuidade dos serviços médicos. A decisão de Rafael Aguiar em não pautar o projeto é vista por muitos como uma manobra política, que, se não resolvida rapidamente, pode trazer sérios prejuízos à administração pública e ao bem-estar dos cidadãos de Búzios.
Com o dia 27 de junho marcando quase dois meses desde o envio da mensagem, a pressão sobre a Câmara Municipal aumenta, e a resolução desse impasse é aguardada com ansiedade pela população e pelos servidores municipais.
