Mulher morre 5 dias após dar à luz em hospital de Bangu e polícia investiga negligência

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 15 horas ago

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A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 28 anos, cinco dias depois de ela dar à luz a terceira filha no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Jéssica Duarte Gonçalves morreu no último domingo (13), após apresentar fortes dores abdominais e, segundo a família, receber alta da unidade ainda com os sintomas. O enterro aconteceu nesta quarta-feira (16).

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Jéssica deu entrada no hospital no dia 8 de setembro para o nascimento da terceira filha. Segundo o marido, Jonathan Vieira de Moura, a gravidez havia transcorrido sem complicações e o parto foi normal. A bebê, Jade, nasceu saudável, com quase quatro quilos, mas, depois do parto, Jéssica começou a reclamar de fortes dores abdominais.

Segundo Jonathan, a mulher não passou por exames de imagem para investigar a causa das dores, recebendo apenas soro e dipirona. Ele relatou que uma médica avaliou o quadro como gases, mesmo com a dor piorando e a barriga inchada. Ainda assim, segundo a família, Jéssica recebeu alta 48 horas após o parto.

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Cerca de uma hora depois de chegar em casa, os sintomas da mulher pioraram, e o marido decidiu levá-la novamente ao hospital. Segundo ele, Jéssica chegou em estado grave e precisou ser intubada. Uma funcionária da unidade chegou a relatar, em conversa gravada pelo marido, que a paciente estava com um quadro de infecção generalizada.

Jéssica foi transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, também na Zona Oeste, onde passou por uma cirurgia para retirada do útero e dos ovários, mas não resistiu e morreu no domingo (13), aos 28 anos. Segundo o atestado de óbito, ela morreu em decorrência de choque misto, coagulação intravascular disseminada, sepse puerperal e atonia uterina. A Polícia Civil investiga se houve negligência no atendimento prestado à mulher.

Em nota, o Hospital da Mulher Mariska Ribeiro informou que Jéssica passou por todas as avaliações indicadas para o pós-parto, apresentava boas condições gerais e recebeu alta 48 horas depois do parto sem sinais de gravidade. O marido contesta a versão do hospital. Desde terça-feira (15), a reportagem do RJ2 questiona a Secretaria Municipal de Saúde sobre o motivo de não ter sido realizado exame de imagem antes da alta, mas até o momento não houve resposta.

Enquanto a família se despedia de Jéssica nesta quarta-feira, a filha recém-nascida dela permanecia internada em estado grave no Centro de Terapia Intensiva, também com um quadro de infecção, segundo os familiares.

Com informações do g1

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

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