O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou por homicídio os quatro homens presos e um quinto suspeito que está foragido pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em 12 de agosto.
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A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, que acusa os cinco de homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
A Justiça agora vai decidir se aceita a denúncia e se os cinco acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Os denunciados são Ailton José da Silva, entregador; Davi Santos Machado, segurança; Felipe Eduardo dos Santos Silva, entregador; Jorge Luiz Ricardo Dias, segurança; e Wellington Luiz Santos de Souza, que está foragido.
Davi e Jorge também foram denunciados por exercício ilegal da profissão.
Segundo a investigação, Cláudio foi injustamente acusado de ter furtado uma bicicleta após parar na Rua Barata Ribeiro com a bicicleta da irmã. Ele teria sido cercado por seguranças particulares que atuavam na região e agredido durante cerca de nove minutos.
O ciclista sofreu socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.
A investigação apontou que Cláudio sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.
Investigação também mira comerciantes de Copacabana
Além de apurar a responsabilidade dos envolvidos diretamente nas agressões, a Polícia Civil investiga a existência de uma estrutura de segurança privada irregular que atuava na região de Copacabana.
Segundo a investigação, comerciantes da região são suspeitos de financiar o esquema por meio de pagamentos feitos ao coordenador do grupo.
A apuração busca esclarecer como funcionava essa estrutura e qual seria a participação dos comerciantes no financiamento dos serviços de segurança.
Polícia indiciou 13 pessoas
O inquérito da 12ª DP (Copacabana) terminou com o indiciamento de 13 pessoas pelo episódio. Além dos cinco denunciados por homicídio, outras oito pessoas foram indiciadas por crimes considerados de menor potencial ofensivo.
O MPRJ opinou pelo encaminhamento desse grupo ao 4º Juizado Especial Criminal (Jecrim) da Comarca da Capital, para que os casos sejam analisados em procedimento próprio.
Entre os oito estão Aluísio da Silva Filho, Antonia Sandra Rodrigues Ferreira, Antonio Gonçalves Santiago Neto, Antônio Ivan Alves Pereira, Antônio Marcos Pires Sudre da Silva, João Cleber de Souza Santiago, Lucilene Barros da Silva e Rayane de Souza Batista Silva.
Eles respondem ao processo em liberdade.
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A Justiça ainda deverá decidir se os procedimentos serão desmembrados e quais dos investigados serão efetivamente submetidos ao Tribunal do Júri.
Até a última atualização das informações, as defesas dos indiciados não haviam se manifestado.
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