A Polícia Civil identificou os dois entregadores apontados como participantes do linchamento que matou Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva tiveram mandados de prisão temporária expedidos pelo Plantão Judiciário.
Até a última atualização, os dois ainda não haviam sido localizados.
Segundo a 12ª DP (Copacabana), Felipe e Ailton são os homens que aparecem nas imagens usando mochilas de entrega enquanto cercam e agridem Cláudio. O terceiro envolvido nas agressões seria o segurança Davi Santos Machado, que já está preso.
Outro vigilante, Jorge Luiz Ricardo Dias, também foi preso. De acordo com a investigação, ele teria tido uma participação acessória no crime.
As imagens de segurança analisadas pelos investigadores mostram três homens cercando Cláudio. Dois carregavam mochilas de entrega, enquanto o terceiro segurava uma vareta usada para atingir a vítima.
Segundo a polícia, foram desferidos pelo menos 30 golpes, além de socos e chutes. Cláudio tentou escapar, mas acabou caindo desacordado na calçada. Os agressores ainda teriam vasculhado os bolsos dele antes de deixar o local.
Cláudio morreu depois de ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto. Segundo informações repassadas à família, ele sofreu traumatismo craniano e hemorragia interna.
A investigação aponta que o episódio começou quando um segurança desconfiou que a bicicleta utilizada por Cláudio fosse roubada. A bicicleta, porém, pertencia à irmã da vítima.
Segundo o delegado Ângelo Lages, Cláudio tinha dificuldades de comunicação e não conseguiu explicar a situação durante a abordagem. A partir daí, o caso evoluiu para uma sequência de agressões que terminou com a morte do ciclista.
A Polícia Civil afirma que quatro homens foram identificados como envolvidos no episódio, sendo três deles apontados como participantes diretos das agressões.
O delegado classificou o caso como um homicídio triplamente qualificado, com crueldade, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.
Além do homicídio, a polícia apura se os dois vigilantes envolvidos atuavam de maneira clandestina. Segundo o delegado, eles prestavam serviços de segurança para comerciantes da região sem uma empresa de segurança privada autorizada.
A investigação também busca esclarecer se comerciantes ou responsáveis por estabelecimentos que pagavam pelo serviço poderão ser responsabilizados, caso seja comprovada alguma contribuição para o crime.
As buscas por Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva continuam.
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