Três policiais militares investigados por integrarem o esquema de segurança do contraventor Rogério de Andrade foram presos novamente nesta terça-feira (28), após descumprirem as medidas impostas pela Justiça durante o cumprimento da prisão domiciliar.
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Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e da Corregedoria da Polícia Militar.

Foram presos Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes, todos réus na Operação Petrorianos, deflagrada em 2024 para investigar uma organização criminosa ligada ao bicheiro Rogério de Andrade.
Segundo o Ministério Público, os policiais descumpriram diversas vezes as regras da prisão domiciliar, realizando saídas não autorizadas durante os horários de recolhimento obrigatório, inclusive à noite e nos fins de semana.
No caso de Carlos Fernando Dias Chaves, o Gaeco também apontou problemas frequentes com a tornozeleira eletrônica. De acordo com a investigação, o equipamento ficou sem carga em pelo menos nove ocasiões e, em uma delas, permaneceu desligado por mais de três dias, comprometendo o monitoramento.
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Para o Ministério Público, as violações demonstram desrespeito às medidas cautelares e representam risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.
A Operação Petrorianos investiga um grupo acusado de atuar na segurança particular de Rogério de Andrade. Ao todo, 31 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, entre elas policiais militares da ativa, aposentados e um policial penal.
Rogério de Andrade está preso desde novembro de 2024 no Presídio Federal de Campo Grande (MS), acusado de ser o mandante do assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, executado em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes, em 2020. Segundo investigações da Polícia Federal, a disputa entre Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio pela exploração da contravenção no Rio de Janeiro teria provocado cerca de 50 mortes entre 1999 e 2007.
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