A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, divulgou nesta sexta-feira (24) trechos do boletim de ocorrência registrado após a confusão com um entregador de móveis, em Contagem (MG). No documento, ela afirma que agrediu o trabalhador com um tapa depois de ser alvo de ofensas relacionadas à sua posição política.
Segundo o relato apresentado à Polícia Militar, a discussão começou durante a entrega de móveis no condomínio onde ela mora. Renata afirma que o entregador estava sozinho para descarregar a mercadoria e teria se irritado ao perceber que alguns móveis não cabiam no elevador.
Ainda conforme o boletim, após sugerir que outro funcionário ajudasse na entrega, o homem teria reconhecido que ela era pré-candidata pelo Partido Liberal e iniciado uma série de ofensas, chamando-a de “rata do Bolsonaro”, “vagabunda de partido”, “defensora de genocida” e “piranha do PL”.
A pastora relatou que, diante das ofensas, deu um tapa no rosto do entregador. Em seguida, afirma que foi agredida com chutes nas pernas e ameaçada de morte. Ela também alegou que o trabalhador seria policial rodoviário federal, informação que não foi confirmada pela corporação.
Pessoas ligadas ao entregador apresentam uma versão diferente. Segundo elas, o trabalhador informou que retornaria com outro funcionário para concluir a entrega de um sofá de cinco lugares, mas a cliente não aceitou esperar, dando início à discussão.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Renata dando tapas no entregador, arremessando uma pedra e entrando em luta corporal com ele. Dias após o episódio, a pastora admitiu que errou ao agredir o trabalhador, mas afirmou que apenas reagiu às agressões que teria sofrido.
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um procedimento para investigar o caso. Até o momento, a suposta motivação política citada pela pastora não foi confirmada pelas investigações nem pelas imagens divulgadas.
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