A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando se Vitor Hugo de Oliveira Simonin, um dos réus presos pelo estupro coletivo de uma estudante menor de idade em Copacabana, em janeiro de 2026, cometeu outro crime sexual no final de 2025. O novo caso liga o grupo de agressores a um terceiro episódio de violência sexual na Zona Sul, após a recente conclusão de outro inquérito sobre um estupro coletivo praticado por membros do mesmo bando em Botafogo. Vitor Hugo é filho do ex-subsecretário José Carlos Costa Simonin.
De acordo com o registro de ocorrência, formalizado após a repercussão do caso de Copacabana, Vitor Hugo teria estuprado uma jovem durante uma festa no bairro do Humaitá, em outubro de 2025.
“Essa festa foi no Humaitá. Havia o segundo andar lá no local e ele teria levado essa vítima até o segundo andar e lá teria praticado o crime”, afirmou o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana). A vítima já prestou depoimento detalhado, enquanto Simonin optou por permanecer em silêncio.
A investigação revela uma teia de crimes em série cometidos pelo mesmo grupo de jovens na Zona Sul. Paralelamente à denúncia do Humaitá, a 12ª DP concluiu nesta semana o inquérito de um segundo estupro coletivo, ocorrido em agosto de 2023 na Rua São Clemente, em Botafogo. Esse crime envolve outros dois membros do bando de Copacabana: Mattheus Veríssimo Zoel Martins e um adolescente.
Na ocasião de 2023, a vítima, uma menina de 14 anos, foi atraída para uma emboscada na casa de Mattheus pelo menor de idade. No local, ela foi coagida, agredida fisicamente com socos e tapas, e submetida a uma hora e meia de abusos. As filmagens do estupro chegaram a ser divulgadas na internet como forma de constrangimento. Um terceiro homem, Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, também foi indiciado por este crime de 2023, mas responderá em liberdade sob medidas restritivas.
“Entendemos que a dinâmica é muito semelhante ao fato ocorrido este ano em Copacabana, quando o mesmo adolescente foi o responsável por atrair a vítima”, explicou o delegado Ângelo Lages. “Ficou claro para a gente que era uma emboscada planejada. Esse adolescente era popular e se valia dessa condição para atrair as vítimas.”
Como eram menores de idade em 2023, Mattheus (então com 17 anos) e o outro envolvido responderão por fato análogo a estupro coletivo qualificado, e a polícia já solicitou mandados de busca e apreensão contra ambos por esse histórico anterior.
Situação jurídica dos envolvidos
Atualmente, quatro adultos permanecem presos preventivamente e respondem na Justiça pelo estupro coletivo e cárcere privado da jovem de 17 anos em Copacabana:
- Vitor Hugo de Oliveira Simonin (agora investigado pelo caso do Humaitá)
- Mattheus Veríssimo Zoel Martins (também indiciado pelo caso de Botafogo de 2023)
- João Gabriel Xavier Bertho
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti
O adolescente envolvido nos crimes já cumpre medida socioeducativa de internação por prazo inicial de seis meses, sem direito a atividades externas, devido à sua participação ativa e planejamento da emboscada no caso de Copacabana.
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