Uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) revelou um esquema em que criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) expulsavam moradores de suas próprias casas, extorquiam comerciantes e se apropriavam de imóveis para ampliar os lucros da facção. Nesta sexta-feira (12), agentes cumpriram 43 mandados de busca e apreensão contra integrantes do grupo criminoso.
🚨Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!
Segundo as investigações, a organização atuava a partir do Complexo de São Carlos e tentava expandir sua influência para bairros da região central do Rio de Janeiro, incluindo a Cidade Nova. De acordo com a polícia, comerciantes eram obrigados a pagar taxas impostas pelo tráfico para manter seus estabelecimentos funcionando.
Quem não conseguia arcar com as cobranças ou resistia às exigências dos criminosos acabava pressionado a deixar o imóvel. Em alguns casos, segundo a investigação, integrantes da facção invadiam as propriedades e passavam a se apresentar como legítimos possuidores dos locais.
Um dos áudios obtidos pelos investigadores mostra a forma como os criminosos tratavam a expulsão de moradores. Em uma das gravações, um suspeito afirma: “O Marlon tava mandando eu jogar até o coroa pro alto e agarrar o imóvel”.
Clique no link e veja as últimas notícias do Rio: https://www.cic7noticias.com/category/rio-de-janeiro/
De acordo com o delegado Jefferson Ferreira, os imóveis tomados pelo grupo passavam a integrar o patrimônio da facção e eram utilizados para ocultar recursos obtidos com atividades criminosas.
Durante as investigações, a polícia encontrou escrituras que teriam sido produzidas para dar aparência de legalidade às propriedades ocupadas ilegalmente. Segundo a Draco, os documentos eram utilizados para convencer compradores de que os imóveis possuíam situação regular.
A investigação também aponta que os criminosos buscavam orientação jurídica para tentar regularizar a posse das propriedades e dificultar a identificação das irregularidades.
Entre os alvos da operação está Rafael Carlos da Silva Ferreira, conhecido como Parazão, apontado como responsável por supervisionar cobranças feitas a moradores e comerciantes e por atuar na negociação de armas entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A polícia afirma ainda que a liderança do esquema seria exercida por Anderson Rosa Mendonça, conhecido como Coelho, mesmo estando preso. Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, e Marcílio Cheru de Oliveira também foram apontados como integrantes do núcleo de comando da facção.
🚨Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!
Além dos mandados de busca, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 60 milhões e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens que, segundo os investigadores, seriam utilizados para ocultar patrimônio ligado à organização criminosa.
Até a última atualização da operação, três pessoas haviam sido presas em flagrante.
VEJA TAMBÉM:
Golpista liga para cancelar compra falsa de R$ 1.937 e ouve resposta inesperada: “Com o meu c***”**”. Veja o vídeo:
“TEM BALA NA AGULHA E TÁ FAZENDO O QUE NO GUANABARA?”: discussão entre clientes explode em supermercado. Veja o vídeo da confusão completa:
