A Polícia Civil ampliou as investigações contra o ginecologista Carlos Alfredo Mendes de Oliveira após novas mulheres procurarem a delegacia para denunciar supostos abusos sexuais ocorridos durante consultas médicas em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Com os novos registros, o número de casos investigados chegou a 16. As denúncias apontam que os supostos abusos teriam ocorrido enquanto as pacientes estavam sozinhas com o médico durante atendimentos ginecológicos.
Uma das denunciantes relatou que estava grávida quando teria sido vítima dos abusos. Segundo ela, durante a consulta, o médico teria adotado comportamentos considerados inadequados e incompatíveis com a conduta profissional esperada em um atendimento médico.
Outras mulheres também apresentaram relatos semelhantes à polícia. Uma paciente afirmou que, após realizar exames de rotina, recebeu perguntas e abordagens que considerou inadequadas durante a consulta.
O caso já vinha sendo investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti. Em março, a Polícia Civil chegou a solicitar a prisão do médico com base em inquéritos concluídos. No entanto, a Justiça negou o pedido e determinou medidas cautelares alternativas.
Segundo informações do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), o registro profissional de Carlos Alfredo Mendes de Oliveira encontra-se suspenso. Apesar disso, as investigações continuam e novas vítimas seguem sendo ouvidas pelas autoridades.
A Polícia Civil informou que os depoimentos estão sendo analisados e que o caso permanece em andamento para apurar todas as denúncias apresentadas contra o profissional.
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