Mulheres trans detidas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como “Colmeia”, denunciaram por meio de cartas uma série de agressões, ameaças e abusos que estariam ocorrendo dentro da ala destinada à custódia de pessoas vulneráveis.
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Segundo os relatos, o espaço criado para garantir proteção e segurança teria se transformado em um ambiente marcado pelo medo e pela violência. As detentas afirmam que homens que se identificariam como mulheres trans apenas para obter benefícios no sistema prisional estariam impondo um clima de intimidação dentro da unidade.


Nas cartas, as internas relatam episódios de espancamentos, ameaças e supostas agressões físicas contra mulheres trans que se recusariam a manter relações sexuais com esses detentos.
“Somos mulheres trans privadas de liberdade e estamos pedindo socorro. A ala que um dia foi criada para nos proteger hoje se tornou um lugar de sofrimento diário”, afirma um trecho dos manuscritos enviados à imprensa.
As denúncias apontam ainda para uma suposta falha nos critérios de triagem e custódia adotados pelo sistema prisional, o que teria permitido a convivência entre mulheres trans e pessoas acusadas de utilizar a identidade de gênero apenas para obter vantagens carcerárias.
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As acusações deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário do Distrito Federal. Até o momento, não houve manifestação oficial sobre os relatos apresentados nas cartas.
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