“MEU FILHO AUTISTA SOFRE HÁ 4 ANOS”: Morador agredido por guarda após reclamar de som de igreja registrou 17 denúncias por barulho; veja o vídeo:

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 15 horas ago

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O morador agredido por um guarda municipal de folga em frente a uma igreja evangélica de Balneário Camboriú afirmou que já registrou ao menos 17 boletins de ocorrência por causa do som alto vindo do templo religioso. Segundo Tiago Alves, o problema se arrasta há quatro anos e afeta diretamente o bem-estar de seu filho autista, de 9 anos.

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A agressão aconteceu no dia 18 de maio e foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram Tiago sendo atingido por diversos socos após ir até o local para reclamar do barulho durante um culto. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação do vídeo.

Segundo o morador, as reclamações contra o volume do som não são recentes. Em 2024, as denúncias resultaram em um processo judicial e, em março de 2025, o Ministério Público de Santa Catarina denunciou a igreja por suposta poluição sonora. Na época, a Justiça determinou medidas de isolamento acústico e chegou a impor restrições ao funcionamento do templo.

No vídeo da agressão, Tiago aparece sendo atingido por vários socos. Ele afirma que só percebeu a violência da ação ao assistir às imagens posteriormente.

“Até então, eu achava que ele tinha me acertado só uma vez e parado. Quando eu fui ver o vídeo, eu vi que ele continua a agressão. Eu caio já desacordado e ele me dá mais dois socos”, relatou.

Após o ataque, o morador precisou de atendimento médico e levou seis pontos na boca.

A Guarda Municipal de Balneário Camboriú informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do agente. O servidor foi afastado das atividades operacionais e permanece em funções administrativas.

Já a Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista repudiou a agressão, afirmou que não compactua com qualquer tipo de violência e ressaltou que realizou todas as adequações acústicas exigidas pela Justiça.

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso. Enquanto isso, a disputa entre o morador e a instituição religiosa segue sendo discutida na Justiça.

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