CENAS SENSÍVEIS: Vídeo mostra moradores cobrando PMs ao lado dos corpos de pedreiros mortos em São Gonçalo; VEJA:

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 12 minutos ago

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Um vídeo gravado por moradores da localidade da Ipuca, no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo, mostra o momento em que populares cobram policiais militares logo após a morte de dois homens durante uma ação na manhã desta quarta-feira (27). Nas imagens, moradores aparecem revoltados ao lado dos corpos de Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, questionando a atuação dos agentes.

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Familiares e testemunhas afirmam que os dois homens eram pedreiros e saíam para trabalhar quando foram baleados. Segundo relatos, eles carregavam ferramentas e marmitas no momento em que foram atingidos.

Uma prima de Marcelo afirmou que o familiar não tinha envolvimento com o crime e criticou a ação policial.

“Meu primo saindo para trabalhar, não sei se foi Bope, se foi Core, só sei que deram uma rajada de tiro para cima dele. Não foi pouco, não, foi muito tiro”, declarou a mulher, que preferiu não se identificar.

Ela também negou que o primo fosse criminoso. “Eu cuidei dele, eu posso dizer, ele não era bandido. Se fosse, eu colocava a cara aqui para falar, mas ele não era, morreu na covardia”, completou.

Moradores da região acreditam que os dois possam ter sido confundidos com criminosos. De acordo com testemunhas, os disparos ocorreram entre 7h e 7h30, enquanto os homens seguiam para uma obra.

Testemunhas relataram ainda que agentes estavam na comunidade prestando apoio a uma operadora de telefonia. Não há confirmação sobre o uso de câmeras corporais pelos policiais envolvidos na ocorrência.

Um dos homens também seria dono de um bar na região da Ipuca e teria ido ajudar o amigo como ajudante de pedreiro para complementar a renda.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que instaurou um procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias da ação. Segundo a corporação, policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta durante uma ocupação na comunidade.

Em nota, a PM lamentou as mortes e afirmou que colabora com as investigações.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

Após as mortes, moradores fecharam a BR-101, na altura do km 306, no sentido Rio, e atearam fogo em pneus em protesto contra a ação policial. A manifestação provocou congestionamento e mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal, do Corpo de Bombeiros e da concessionária Arteris Fluminense.

A Prefeitura de São Gonçalo informou que unidades de saúde e escolas da região tiveram o funcionamento afetado após o ocorrido.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

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